Prefeitura de Campo Grande contrata R$ 4,62 milhões para recuperar ciclovias em 5 trechos da Capital e abre nova frente de obras na mobilidade urbana nesta segunda-feira, 29 de junho de 2026.
A homologação confirma três empresas responsáveis por intervenções em avenidas estratégicas e no Parque do Sóter, com foco em pavimento, estrutura e segurança para ciclistas.
O investimento surge três meses depois de outro contrato para expansão da malha, sinalizando que 2026 virou um ano de reforço na infraestrutura cicloviária de Campo Grande.
O que este artigo aborda:
- O que foi contratado pela prefeitura
- Quais empresas venceram e quanto cada uma vai receber
- Por que a intervenção foi priorizada em 2026
- Impacto esperado para ciclistas e para a mobilidade
- O que muda para o usuário
- O que observar daqui para frente
O que foi contratado pela prefeitura
A contratação oficializada nesta segunda-feira envolve R$ 4.620.591,86 para requalificação de parte da malha cicloviária da cidade.
Segundo publicação noticiada pelo investimento de R$ 4,62 milhões em cinco trechos cicloviários, as obras atingem corredores já desgastados pelo uso e pelo tempo.
Os serviços serão executados nas avenidas Nasri Siufi, Nelly Martins, Cônsul Assaf Trad e Zulmira Borba, além da malha cicloviária do Parque do Sóter.
O objetivo imediato é recuperar pavimento e estrutura existente, reduzindo riscos para quem utiliza bicicleta em deslocamentos diários ou atividades de lazer.
- Avenida Nasri Siufi
- Avenida Nelly Martins
- Avenida Cônsul Assaf Trad
- Avenida Zulmira Borba
- Parque do Sóter
Quais empresas venceram e quanto cada uma vai receber
O maior contrato ficou com a Zion Prime Obras e Pavimentação Ltda., responsável pelas ciclovias das avenidas Cônsul Assaf Trad e Zulmira Borba.
Nesse lote, o valor contratado é de R$ 3.397.833,33, equivalente à maior fatia do pacote anunciado pela prefeitura.
A CG3F Serviços e Construtora Ltda. executará as melhorias na Avenida Nelly Martins e no Parque do Sóter, ao custo de R$ 817.920,36.
Já a RR Barros Serviços e Construções Ltda. assumirá o trecho da Avenida Nasri Siufi, em contrato de R$ 404.838,17.
- Zion Prime: R$ 3.397.833,33
- CG3F: R$ 817.920,36
- RR Barros: R$ 404.838,17
Somadas, as contratações distribuem a obra entre três frentes, o que pode acelerar a execução se os cronogramas forem mantidos sem intercorrências.
Por que a intervenção foi priorizada em 2026
Quando a licitação foi aberta, a prefeitura informou que os trechos escolhidos apresentavam desgaste mais evidente no pavimento cicloviário.
Um dos exemplos citados foi a Avenida Nelly Martins, onde há rachaduras, ondulações e irregularidades que afetam o conforto e a segurança dos usuários.
Esses problemas ganharam peso porque a malha atual tem pontos desconectados, além de faixas que exigem manutenção para continuar operando com segurança mínima.
Em março, a administração municipal já havia autorizado ampliação de 11,4 quilômetros da malha cicloviária, com investimento de R$ 1,2 milhão.
A obra anterior foi desenhada para interligar estruturas existentes em regiões como Anhanduizinho, Segredo e Prosa, com ciclofaixas, ciclovias e sinalização.
- Primeiro, a prefeitura abriu frente para expandir conexões.
- Agora, passa a recuperar trechos antigos com maior desgaste.
- Na prática, a estratégia combina expansão e manutenção da rede.
Impacto esperado para ciclistas e para a mobilidade
A nova contratação não cria, por si só, uma revolução na circulação urbana, mas reforça a tentativa de tornar a bicicleta mais viável em trajetos contínuos.
Em Campo Grande, a qualidade do pavimento é decisiva porque desníveis, rachaduras e remendos aumentam o risco de queda, sobretudo em corredores de velocidade alta.
Com a recuperação, a prefeitura tenta diminuir gargalos em vias que concentram fluxo misto entre carros, ônibus, motos e ciclistas.
No portal institucional, a administração municipal mantém o acesso ao sistema oficial de serviços, transparência e publicações, onde o acompanhamento de atos administrativos e licitações pode ser consultado.
O efeito prático dependerá de execução, fiscalização e sinalização. Sem esses três pontos, a requalificação pode melhorar o piso, mas não resolver conflitos no trânsito.
O que muda para o usuário
Para quem pedala, a principal mudança esperada é a redução de trechos críticos que hoje obrigam desvios, frenagens bruscas ou invasão da pista de veículos.
Também há expectativa de ganho em conforto, especialmente em avenidas usadas para deslocamento cotidiano entre bairros e áreas de comércio ou serviço.
- Menos irregularidades no asfalto
- Maior previsibilidade no trajeto
- Redução do risco de queda
- Melhor continuidade entre trechos úteis
O que observar daqui para frente
O dado mais relevante desta segunda-feira é que o contrato saiu do papel e virou compromisso formal da prefeitura com empresas já definidas.
O próximo passo será acompanhar ordem de serviço, início efetivo dos canteiros, interdições temporárias e prazo real de entrega em cada ponto contemplado.
Se a execução avançar sem atrasos, Campo Grande pode fechar 2026 com duas marcas na área: expansão de 11,4 quilômetros e recuperação dos eixos mais desgastados.
Para a política urbana, o movimento indica que a bicicleta voltou ao centro das decisões de infraestrutura, agora com foco menos promocional e mais operacional.
O teste definitivo, porém, será nas ruas: ciclovia requalificada só entrega resultado quando permanece íntegra, sinalizada e conectada ao restante da cidade.
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