terça-feira, 07 de julho de 2026

Campo Grande ganha duas novas varas criminais em junho de 2026

marcelomneves@gmail.com
marcelomneves@gmail.com 4 semanas atrás - 5 minutos de leitura
Publicado por marcelomneves@gmail.com em 8 de junho de 2026 às 19:27. Atualizado em 8 de junho de 2026 às 19:27.

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul vai ampliar a estrutura criminal em Campo Grande com a instalação de duas novas varas criminais em 25 de junho. A medida foi publicada nesta segunda-feira, 8 de junho de 2026.

A mudança prevê a redistribuição de 3.156 processos que hoje tramitam nas seis varas criminais já existentes. Cada unidade atual repassará 526 ações para as novas repartições.

O movimento recoloca a pressão sobre a capacidade de resposta do Judiciário na capital e indica uma tentativa concreta de reorganizar a Justiça criminal antes da entrada de novos casos.

O que este artigo aborda:

O que muda com a criação da 7ª e da 8ª Varas Criminais

As novas unidades serão chamadas de 7ª e 8ª Varas Criminais Residuais. Elas receberão ações penais e incidentes processuais sem réus presos.

Segundo decisão publicada pelo TJMS e detalhada em redistribuição de mais de 3 mil processos na Capital, a instalação foi marcada para o dia 25.

Os processos serão selecionados pela ordem dos feitos mais recentes. A divisão será igual entre as duas varas que passam a integrar a estrutura criminal de Campo Grande.

A decisão não atinge processos com réus presos. Esses casos continuarão nas varas de origem, preservando a tramitação já em andamento nas ações mais sensíveis.

  • Instalação oficial prevista para 25 de junho de 2026
  • Criação de duas novas varas criminais
  • Redistribuição de 3.156 processos
  • Transferência de 526 ações por vara existente
  • Foco em processos sem réus presos

Suspensão de prazos e possível impacto nas audiências

Com a reorganização, os prazos processuais dos casos redistribuídos ficarão suspensos por cinco dias úteis. O prazo poderá ser prorrogado pela presidência do tribunal, se necessário.

Na prática, isso pode provocar ajustes na agenda do Fórum Criminal e até o cancelamento de audiências previamente marcadas, desde que advogados e partes sejam avisados.

O objetivo é permitir que a migração dos processos aconteça sem perda de controle administrativo. A etapa envolve gabinete, cartório e suporte de tecnologia da informação.

O tribunal também definiu que ações penais suspensas só serão redistribuídas quando voltarem a tramitar. Já processos com extinção da punibilidade permanecem na vara original.

  1. Publicação do provimento com a nova divisão
  2. Instalação das unidades em 25 de junho
  3. Redistribuição dos processos entre as oito varas
  4. Suspensão temporária dos prazos processuais
  5. Retomada com nova configuração administrativa

Reforço de estrutura e novos cargos

Para colocar as duas varas em funcionamento, o TJMS transferiu 16 cargos do Banco de Cargos e Empregos Públicos. A medida busca evitar que a expansão exista apenas no papel.

Cada nova unidade terá seis assessores jurídicos de juiz. Também foram previstos analistas judiciários para cartório, chefia administrativa e assistência de gabinete.

Esse reforço sugere que o tribunal quer entregar capacidade operacional mínima desde o primeiro dia. Sem equipe própria, a redistribuição correria o risco de apenas deslocar o congestionamento.

O suporte técnico ficará sob responsabilidade da Secretaria de Tecnologia da Informação, que acompanhará tanto a implantação física quanto a redistribuição eletrônica dos feitos.

  • 6 assessores jurídicos por nova vara
  • 3 analistas judiciários por unidade
  • 1 analista para assistência de gabinete em cada gabinete
  • Apoio técnico da área de tecnologia do TJMS

Por que a decisão ganha peso agora

A criação das duas varas foi autorizada pela Resolução 392, aprovada em março deste ano. Agora, a medida entra em fase prática e atinge diretamente a rotina forense da capital.

Campo Grande concentra parte relevante da demanda criminal do Estado. Ao abrir duas novas repartições, o TJMS tenta reorganizar a tramitação antes que o acervo pressione ainda mais as equipes.

O tribunal já vinha discutindo expansão física e administrativa, inclusive com projetos para o futuro Fórum Criminal. A nova etapa, porém, é mais imediata e mensurável.

Em vez de anunciar um plano distante, o Judiciário partiu para uma intervenção objetiva no fluxo processual. O efeito real será medido nas próximas semanas, com a redistribuição concluída.

Esse tipo de mudança costuma ser observado por promotores, defensores e advogados porque altera distribuição de trabalho, ritmo de despacho e tempo de resposta em ações penais.

O que observar nas próximas semanas em Campo Grande

O primeiro ponto será o cumprimento do cronograma até 25 de junho. A instalação no prazo é essencial para que a redistribuição não prolongue a suspensão processual.

Outro indicador será o efeito prático sobre a tramitação de casos sem réus presos. São esses processos que formarão o núcleo inicial das duas novas varas criminais.

Também será importante acompanhar se a nova estrutura reduz gargalos antigos. Em diferentes momentos, o debate sobre morosidade criminal reapareceu no Estado, inclusive em discussões sobre expansão do fórum.

O próprio TJMS já havia relacionado a reorganização da estrutura criminal a medidas de modernização administrativa, como mostram atos institucionais e notícias do tribunal sobre a reestruturação aprovada pelo Judiciário sul-mato-grossense.

No plano local, a criação das varas surge no mesmo dia em que outros temas de alta pressão institucional dominaram a agenda da cidade, como a manutenção de 56 multas ao Consórcio Guaicurus, reforçando um cenário de forte cobrança sobre os serviços públicos na capital.

Se a redistribuição correr como previsto, Campo Grande terá uma nova fotografia da Justiça criminal ainda em junho. Se houver atrasos, a promessa de alívio poderá virar apenas nova etapa de transição.

Aviso Editorial

Este conteúdo foi estruturado com o auxílio de Inteligência Artificial e submetido a rigorosa curadoria, checagem de fatos e revisão final pelo editor-chefe marcelomneves@gmail.com. O Notícias Campo Grande reafirma seu compromisso com a ética jornalística, garantindo que o julgamento editorial e a validação das informações são de inteira responsabilidade humana, do editor.

Sobre o Autor:

Editor: marcelomneves@gmail.com

Transparência: Política Editorial | Política de Uso de IA | Política de Correções | Contato

marcelomneves@gmail.com
marcelomneves@gmail.com

Receba conteúdos e promoções